O livro "O que é vida" do físico Edwin Schrodinger é indiscutivelmente um marco na biologia. Quem se interessa mais sobre essa questão, mesmo que não tenha lido o livro (infelizmente esse AINDA é meu caso - pretende resolver isso em breve) já ouviu falar que uma característica notável de qualquer coisa viva é ter entropia negativa.
Pra quem não está familiarizado com isso, entropia é uma grandeza termodinâmica associada ao grau de desordem de um sistema. Ou seja, é quanta energia não está disponível.
Em qualquer sistema fechado a energia sempre aumenta com o tempo. Por exemplo, quando o fogo consome o combustível, a entropia aumenta até que não exista mais nada para queimar.
Com seres vivos acontece o contrário. Mais ou menos.
Nos seres vivos a entropia diminui com o tempo. Isso acontece porque somos sistemas abertos (trocamos matéria e energia com o meio), e tornamos nossa entropia negativa às custas de aumentar a entropia do ambiente (mais do que ela aumentaria sem a interferência de um ser vivo).
Quem começa a ouvir falar sobre isso diz que os seres vivos violam a segunda lei da termodinâmica (que afirma que a entropia é sempre estável ou crescente com o tempo). Isso é incorreto porque a entropia global realmente cresce. Seres vivos são sistemas abertos. Se você fizesse uma bolha com um ser vivo mais tudo que ele precisa pra viver, a entropia dentro da bolha vai crescer com o tempo. E vai crescer mais rápido do que se não tivesse o ser vivo ali dentro.
Tenho coisas mais interessantes do que isso pra falar sobre entropia, mas fica pra próxima. Esse post fica como introdução.
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quarta-feira, 18 de junho de 2008
Entropia, termodinâmica e a vida
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